22 fevereiro 2003



Agora que eu e o meu ajudante-de-ordens, o Demerval, conseguimos nos livrar daquela mala do Hugo Chavez, posso retornar a minha vidinha tranqüila na presidência do país. Já deu até pra jogar uma pelada com os amigos, domingo passado lá na Granja do Toco, ops, do Torto. Foi difícil, mas eu consegui tirar aquela verdadeira sarna de cima de mim. Aliás, por falar em sarna, mal eu me livro de uma, outra me ataca. O Sarney não pára de me telefonar. E eu já disse pra ele se segurar um pouco porque o ACM pode estar ouvindo na extensão e depois conta tudo pra Marly e pra Marisa.

Devo confessar que o Poder é uma solidão. Quando a gente consegue arrumar um tempo pra espairar um pouco, o pessoal mete o cacete na gente. Veja o caso do meu amigo de caixa de mecânico, o Chico Ferramenta. O rapaz tava estressado, com a ferramenta emperrada e resolveu dar uma lubrificada na peça, auxiliado por duas boazudas de pôster de oficina mecânica. Deu a maior confusão. A mulher dele queria enfiar a ferramenta (dele) na repinboca da parafuseta (também dele).

Passando pros assuntos internacionais lá de fora, efetivamente, eu ando muito preocupado com o companheiro Bush. Essa guerra de araque, ops, do Iraque não vai levar a nada. Ou melhor, vai “elevar tudo”: os preços vão disparar. Eu acho que ele não entendeu bem a minha proposta pra acabar com a fome no mundo. A sugestão era distribuir bombas pra todos. Bombas de chocolate. Enfim, seja o que Deus e ele (mais pra este) queiram.

Abraços pra todos e... o que foi Demerval? O Zé Dirceu quebrou o braço? Não é possível. O Roberto Amaral teve pneumonia, depois o Henrique Meirelles quebrou o tornozelo se estabacando lá na Suíça e, agora, o Zé aparece de tipóia no braço... Demervaaaaaaaaaaaaal! Manda digitar um decreto mudando o nome da Esplanada dos Ministérios para Esparadrapo dos Ministérios, pra ficar mais de acordo.

PT Saudações,
Lula, o Luiz Inácio.