17 dezembro 2002

O furo do furo

Domingo, 14 horas. Mal entra em casa, minha filhota fala:

- “Pai, a Rosinha dançou de índia lá na festa do balé”.
- Hããã?! O que foi, filha?, pergunto ainda sem entender muito bem.
- Pai, a Rosinha tava lá na festa do balé, reafirma a filhota.
- E o Garotinho, levando flores e alguns dos filhos, emenda a minha mulher.
- Peraí, gente. Explica direito...
- Beto, a Rosinha dançou fantasiada de índia na festa de encerramento da academia de balé da nossa filha...
- Não é possível. Sério? Fotografou, Denise?
- Não... só no final que a gente ficou sabendo...
- Eu não acredito... A governanta eleita dançando fantasiada de índia? Vocês têm certeza?
- É, pai... Ela até ensaiou com a gente outro dia, mas a tia do balé pediu pra que a gente não contasse pra ninguém, confirma a filhota.

Deu vontade de ir direto pro computador, mas por causa do horário, saímos pra almoçar. Na volta, assisto o jogo. Como temos um encontro com colegas de trabalho numa pizzaria, somente no fim da noite consigo sentar ao computador.

Ainda em dúvida, apesar da convicção da minha filhota, faço o texto (Dizem que viram a governanta eleita do Rio, a Dona HorroRosinha, nesse domingo, no Teatro Sesi do centro do Rio, dançando numa festa de encerramento de uma academia de balé, fantasiada de índia. A confirmar.) e tento postar. Nada. Mais uma vez. Nada. Dezenas de vezes. Nada. São quase duas da matina. Cansado, desisto e vou dormir.


Na foto, a HorroRosinha entregando de bandeja pra gente

Pela manhã, vejo que o jornal O Dia publicou, na primeira página várias fotos da HorroRosinha dançando fantasiada de índia. Era verdade. A filhota estava certa.

Copaquepariu! Votoquepariu! Maldito blogger!

No dia em que tenho a chance de dar um furo, fura...